Fonte: Site Oficial Mestre Olímpio
Comecei a treinar Muay Thai, ou Boxe Tailandês em BH, no bairro Savassi, em 1985, com o prof. Paulo Roberto, formado pelo mestre Narany do Rio de Janeiro. Até então não havia nenhuma organização sobre a arte marcial no Brasil, mas pertencíamos à Associação Naja de Boxe Tailandês do Rio de Janeiro. O lutador Marco Ruas fazia parte das mesmas origens, assim como Pedro Rizzo, que hoje estão mostrando muita qualidade técnica nas lutas de Vale Tudo.
Comecei a treinar Muay Thai, ou Boxe Tailandês em BH, no bairro Savassi, em 1985, com o prof. Paulo Roberto, formado pelo mestre Narany do Rio de Janeiro. Até então não havia nenhuma organização sobre a arte marcial no Brasil, mas pertencíamos à Associação Naja de Boxe Tailandês do Rio de Janeiro. O lutador Marco Ruas fazia parte das mesmas origens, assim como Pedro Rizzo, que hoje estão mostrando muita qualidade técnica nas lutas de Vale Tudo.
Em 88, meu professor, Paulo Roberto, teve que parar de ministrar aulas e como era o seu aluno mais antigo, o substitui, sob supervisão. Assim ficamos por um ano e meio quando ele parou definitivamente. Sem um mestre, entrei em contato com praticantes de artes marciais de contato em BH, dos quais Full Contact e Kiokushin.
Sem me familiarizar com estas artes e sem querer perder as raízes tailandesas, rumei para o Rio de Janeiro e fiz contatos com Narany, que ainda dava aulas. Depois, rumei para Campinas que tinha o prof. Nicolay, que dominava técnicas bem interessantes e onde tive contato também com o mestre Luis Alves, pois eram amigos bem ligados. Levei alguns alunos pra lutar em eventos interestaduais e alguns venceram, outros perderam, como acontece normalmente. Mas como não havia nenhuma ajuda de custo e as viagens eram bem dispendiosas, meus alunos se desestimularam a competir.
Não satisfeito com as técnicas e querendo aprofundar mais na cultura Thai. Economizei durante bom tempo e fui, em 1994 para a Tailândia, beber na fonte, como dizem, onde fiquei três meses treinando com o Grão Mestre Yuttana, que me fora indicado pelo próprio governo tailandês, que antes de rumar àquele país, fizera contato pela Embaixada Brasileira em Bangkok. Ao fim deste tempo ele me convidara, como seu discípulo, a disputar o Primeiro Campeonato Mundial de Muay Thai amador, idealizado pelo governo tailandês que criou a IAMTF (International Amateur Muay Thai Federation). Como não havia representantes do Brasil, pois não havia notícias de brasileiros que fossem treinar Muay Thai naquele país, e as competições no meu país não recebiam muito apoio, resolvi participar.
Venci as lutas por nockout nos primeiros rouds com joelhadas no rosto e cotoveladas, permitidas e fomentadas na Tailândia. Além disso, recebi o prêmio de melhor execução de Rammuay, dentre mais de 130 lutadores de todo mundo que participaram do evento.
Assim me tornei Campeão Mundial Categoria Super Pesado na Tailândia pela IAMTF. Depois disso, voltei ao meu país que não dá muito apoio ao esporte e houve o boom do jiu jitsu, em 95, o que enfraqueceu um pouco a prática do Muay no Brasil. Neste ano, obtive o convite de levar alunos para disputarem o evento The Kings of The Ring, em Aruba, no Caribe. Fomos com dois atletas, Luiz Gustavo Salim, que se sagrou vencedor do evento e Welington Narany, que também foi vencedor. Naquela época, eu recebi um convite de morar na Holanda ou França e disputar torneios europeus. Mas como estava no meio do meu curso de Direito e noivo, de quem hoje é minha esposa, decidi recusar e agradecer o convite.
Com o boom do Jiu Jitsu, o Muay Thai perdeu força, mas continuei ministrando aulas e desenvolvendo as técnicas aprendidas e em 1998 retornei à Tailândia para mais um período de dois meses de treino intenso no País do Muay.
Retornei e continuei meu trabalho dedicado e sério, que considero minha marca de qualidade.
Retornei mais uma vez à Tailândia ano passado, 2004, para reencontrar meu mestre e amigos junto de dois alunos e amigos meus. Para sentir novamente os aromas dos ringues tailandeses e vislumbrar as técnicas perfeitas dos Thais. Treinamos em Khon Khaen, considerado o melhor Camp da Tailândia.
Assim, fiz parte da IAMTF. Fiz parte da Confederação Brasileira de Boxe que abrigava a Federação Brasileira de Muay Thai. Mas acredito que muitas organizações são instituições basicamente políticas e não técnicas, apesar de ter entidades que tenho que tirar o chapéu pela organização e profissionalismo que são exceções no mundo marcial. A maioria não garante, contudo, a qualidade técnica dos seus associados, visto que por causa da facilidade em se estruturar uma associação e/ou federação no Brasil, a qualidade muitas vezes é colocada em segundo plano.
Hoje, continuo o trabalho no Muay Thai e estou envolvido em dois projetos na área de MMA (Mixed Martial Arts).
Auxilio o Mestre Vinícius “Draculino” no treinamento do time BHVT (Belo Horizonte Vale Tudo) que já apresenta inúmeras vitórias no cenário nacional e não demorará ao êxito internacional. E estou participando ativamente do treinamento do Atleta-lutador, de fama internacional Vitor Belfort, campeão do Ultimate Fighting Championship e Pride, nos EUA e Japão, respectivamente.
Deste modo, pelo trabalho sério e dedicado, pretendo levar à frente os ensinamentos que obtive e as técnicas desenvolvidas durante estes mais de vinte anos de luta pela vida junto ao Muay Thai.

















